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quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Luciana Genro, Roger, Danilo Gentili e a Falácia do Socialismo de Verdade
Neste vídeo o Filosofo Fabio Goulart esclarece um pouco de alguns erros argumentativos e ideólogos da emblemática entrevista da candidata socialista do PSOL Luciana Genro e do apresentador conservador Danilo Gentili e seu músico o Roqueiro Roger. Aquilo foi feio, um bate-boca de senso comum... vamos aos fatos... Assista ;)
A falácia da expulsão do grupo ou falácia do verdadeiro escocês é uma falácia que consiste em tentar excluir de um grupo um membro que serve como exemplo para invalidar uma característica atribuída a esse grupo. Esta falácia acontece quando uma das partes faz uma afirmação a respeito de um grupo, a outra parte apresenta um exemplo onde essa afirmação não se aplica e, em seguida, a primeira parte retruca tentando desqualificar o exemplo citado como membro do grupo.
Se queres assistir essa entrevista é por tua conta e risco neste link: https://www.youtube.com/watch?v=PBXeEe4KURM
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-Vídeo do Vlog 100% original
-Música original minha e da minha banda disponível em http://www.youtube.com/watch?v=DrWvelMsBB0
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
A Enfermeira, O Yorkshire, Os outros problemas e as Falácias envolvidas.
Escrevi ainda essa semana o texto “O Caso da Enfermeira Assassina de Cachorro” aqui no blog justamente para questionar o fato de que a maioria das pessoas estão tendo reações reacionárias sobre o caso.
Basicamente estou vendo dois tipos de reacionários neste caso:
1° Os que estão espalhado mensagens de ódio conta enfermeira;
2° Os que estão espalhado a Falácia do Falso Dilema sobre o caso.
Quanto ao 1° tipo eu já falei no primeiro texto e gostaria de deixar claro que não estou julgando nem acusado ninguém de indiferença quanto a outros problemas ou coisas do tipo. Não foi essa a intenção daquele texto, eu falei sobre estarmos sendo violentados todos os dias pelo sistema e que nessa história da enfermeira existem muito mais coisas do que um simples protesto pelo direito dos animais e pelo aumento da pena para os maltratadores. Em nenhum momento critiquei as pessoas que realmente estão LUTANDO pelo caso e que não vão descansar até que seja feita justiça. Também falei o porquê a opção por este protesto e não por outros tantos como a “a miséria Brasil e a exploração infantil” mas em nenhum momento eu falei que as pessoas estavam escolhendo o Yorkshire em detrimento do Sofrimento das pessoas... Mas quem age de maneira reacionária não enxerga um palmo a sua frente, logo que postei o texto sugiram alguns “trollolololous” falando esse tipo de besteiras... eu abomino esse tipo de postura!
Mas tudo bem, neste texto de hoje vou falar de maneira simples sobre o 2° caso de Reacionários.
A Falácia do Falso Dilema
Eu já estava pensando em escrever sobre isso, mas hoje pela manhã me deparei com o texto “O cão, o garoto gay, o político corrupto” do filósofo Alexey Dodsworth e encontrei tudo que precisava. Dar-me-ei o luxo de apenas “simplificar” suas palavras e lançar alguns “pitacos”, por isso os créditos das próximas palavras, tu deves creditar ao amigo em questão...
Em nosso dia-a-dia e principalmente nas postagens do Facebook, Twitter e Orkut o que mais encontramos são falácias. Pequenas “mentiras” feitas para mexer com o interlocutor e tenta-lo convence-lo de uma opinião sem muitos fundamentos.
Uma delas está sendo muito usada neste caso da enfermeira assassina de cachorro... é a Falácia da Falsa Escolha, ou do Falso Dilema( se preferir chamar assim).
A estrutura do falso dilema é bem simples:
“Ou A ou B. Se não A, logo B.”
Não entendeu? Vou tentar explicar melhor: Certamente Você viu “contra protestos” ao caso da enfermeira e seu cachorro na internet, ou mesmo pessoas falando por ai, feitos nos seguintes moldes:
“Vocês estão mais preocupados com um cachorro do que com as pessoas morrendo!”
“Essa gente prefere defender o direito dos animais ao invés de defender seus próprios direitos!”
“Vamos deixar de lado essa enfermeira e lutar contra a corrupção”
“Não adianta ficar postando isso na internet e não fazer nada”
ETC..
A charge abaixo foi uma das que mais vi ser publicada dias atrás, tanto no Facebook quanto no Twitter:
Se A, então não-B = Isso é FALSO minha gente!!!
“Ora, não é verdade que quem se importa com animais abandonados não liga para injustiças sociais.”
“Insinuações em contrário, ainda que engraçadas, são maldosas. O que acontece é bastante simples de entender: as pessoas, por motivações diversas, são mobilizadas com mais intensidade por algumas coisas.” No meu texto anterior sobre o caso eu fiz minha teoria sobre o porquê falar tanto do cachorrinho espancado até a morte.
Como visto, a Falácia da Falsa Escolha, ou do Falso Dilema está disseminada em nossa vida on-line. Ela sempre surge quando, no discurso falado ou escrito, alguém insiste ou insinua que duas opções são mutuamente excludentes, o que geralmente é mentira.
“Trata-se de um recurso muito utilizado no jogo político, quando se tenta cooptar a população a fazer uma escolha entre A ou B, ainda que A e B não sejam as únicas opções reais.”
Neste caso fica evidente que a pessoa que protesta contra a enfermeira ou luta pelo direto dos animais, ou ainda pelo aumento da pena para crimes desta origem; essa pessoa pode muito bem estar engajada na luta contra a corrupção, o crime, prostituição infantil, fome no mundo, etc...bem como pode não estar. Não há excludentes aqui.
Não usamos falácias só de maneira intencional. Ninguém é malvado por falaciar... Principalmente num ambiente que instiga a atitude reacionária como as redes sociais. A “pseudológica” se infiltra em nossa comunicação cotidiana, e mesmo o mais treinado dos filósofos pode incorrer nesse tipo de “erro”.
O senso comum aceita a Falácia da Falsa Escolha, ou do Falso Dilema com bastante facilidade. Mas seja dito que ela é totalmente falsa e pode ser maldosa! Então tenha cuidado para não ser manipulado!
O poder de persuasão e consequentemente de manipulação desta falácia está no fato de que sua forma lógica é aparentemente coerente e se não refletirmos ou se faltar conhecimento sobre o assunto, ficamos inclinados a aceitar.
Vamos a um exemplo real muito simples:
A)“Os paulistas são palmeirenses ou corintianos. João não é palmeirense. Logo, João é corintiano”
Notem que a estrutura seria válida, se de fato todos os paulistas fossem apenas palmeirenses ou corintianos. Mas não é verdadeira, pois existem paulistas santistas, flamenguistas, paulistas que não gostam de futebol, etc.
B)“Ou mantemos armar nucleares, ou seremos atacados”
Falsa escolha evidente: não ter armas nucleares não implica necessariamente em ser atacado.
Voltando ao caso da enfermeira torturando e matando um cão yorkshire...
“É quase uma lei da natureza: sempre que alguém fala da importância de cuidar dos animais ou milita em prol dos direitos animais, surge alguém questionando por que as crianças de rua não são importantes, ou por que os militantes de direitos animais não se importam com racismo, homofobia, misoginia, ou [insira aqui a causa de sua preferência]”... Foda-se! Já falei sobre isso no outro texto.
Trata-se de clara falácia do falso dilema.
Ou direitos dos animais ou direitos humanos.
Ex:"Alessandra escolheu direitos animais, logo não escolheu os direitos humanos. "
Falácia!
Ex:"Alessandra escolheu direitos animais, logo não escolheu os direitos humanos. "
Falácia!
Mais uma vez, este argumento é totalmente falso. O fato de uma pessoa sentir mobilização para lutar pela causa dos animais não significa que ela não se importe com os direitos humanos (e vice-versa). Qualquer tentativa de insistir nisso é maldosa e não tem lógica nenhuma. Assim falou Alexey Dodsworth e eu concordei e dei “pitacos”.
***
Somos livres e carregamos nossas vivências e sentimentos. “Há quem sinta especial mobilização pelos direitos dos animais. Há quem sinta especial mobilização pelos direitos humanos... Uma coisa não exclui a outra, e não são os outros que devem determinar (sobretudo a partir de argumentos coercitivos e falsos) as causas pelas quais nos importamos”... Até porque essas causas podem ser inconscientes e no fundo julgo que todas essas lutas, são lutas contra a estrutura que chamamos de SISTEMA. Algumas coisas tem mais poder de mobilizar do que outras, o caso da enfermeira assassina de cachorro se mostrou uma destas.
Além das falácias... Devemos ter cuidado com o “ódio” que verte dos comentários de casos como esse e principalmente contra os hipócritas que adoram falar uma coisa e agir de maneira oposta... mas não estou aqui pra julgar ninguém...
Por fim, e querendo por um ponto final neste assunto (pelo menos pra mim) Achei a multa de R$3.000,00 muito baixa para a enfermeira... o desejo de vingança do povo me parece muito maior do que isso... por isso mesmo pensem bem em que vão votar em 2012... Afinal, serão os seus eleitos que poderão mudar essas leis...na próxima eleição, vote com a razão!!!
***
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Argumentação
Quando somos curiosos, interpretamos o mundo que nos rodeia e conseguimos expressar aquilo que pensamos, temos uma OPINIÃO.
Mas opinião cada um tem a sua, por isso que muitas vezes a opinião é ingenua, intolerante...Ou seja, muitas vezes é impossível entender ou explicar uma opinião de alguém(ou para alguém) que pensa diferente de nós.
Para dar poder a nossa opinião, temos que transformá-la em um ARGUMENTO.
Uma boa tática argumentativa é seguir o seguinte modelo onde O ARGUMENTO é formado por 3 partes:
Uma boa tática argumentativa é seguir o seguinte modelo onde O ARGUMENTO é formado por 3 partes:
- Premissa de TESE
- Premissa de ANTÍTESE
- Síntese ( CONCLUSÃO + OPINIÃO)
A única regra para um bom argumento aqui é que as premissas não podem contradizer a conclusão. Também devemos ter cuidado para sermos o mais imparcial possível até apresentarmos nossa opinião.
Cada argumento pode ter quantas premissas o locutor achar necessário para convencer o interlocutor (Locutor é aquele que argumenta e Interlocutor é aquele ao qual o argumento é dirigido). Porém, um argumento muito longo está mais propício a conter contradições internas, parcialidades ou falsidades(as famosas falácias).O ideal é que tenhamos sempre premissas sólidas, baseadas em textos e teorias já consagradas. Para evitar os problemas de criarmos um longo e cansativo argumento, o melhor caminho é escrever vários e variados argumentos menores acerca do mesmo assunto.
EXEMPLOS DE ARGUMENTOS BONS E RUINS:
Todo adolescente costuma a fazer muitas besteiras. Algumas por falta de orientação dos mais velhos e outras por pura falta de maturidade ou na tentativa de se reconhecer e de se afirmar na sociedade.
Muitas destas besteiras deixam marcas para o resto da vida, tais como uma gravidez indesejada, o consumo de drogas, uma imprudência no trânsito ou mesmo um ato criminoso cometido com a ideia de que a lei beneficia os menores de idade.
Porém outras besteiras fazem parte do desenvolvimento da pessoa e são super necessárias para que o indivíduo tenha uma vida adulta sadia. A adolescência é um período de muitas escolhas e de poucas certezas, por isso que é o período onde devemos nos reconhecer em nossa vida amorosa, social, acadêmica, esportiva, etc. Nem que para isso tenhamos que quebrar a cara algumas vezes.
Os mais velhos devem dar mais atenção aos adolescentes, orientando-os que cada ato gera suas consequências, mas também devem dar autonomia suficiente para que eles possam aprender com seu erros e acertos. Uma juventude consciente e sadia pode ser a chave para termos nações melhores no futuro.
2. A lei deveria ser mais severa contra adolescentes que que cometem crimes. É absurdo ver casos onde vemos um jovem de dezessete anos acusados pela morte de mais de dez pessoas é tratado como incapaz de discernir sobre seus próprios atos. É evidente que uma pessoa de dezesseis ou dezessete anos sabe exatamente o que faz.
Nossas autoridades devem parar de olhar menores infratores como crianças e começar a vê-los com criminosos! Imagine você ter um ente querido assinado de maneira cruel por um destes monstros e saber que daqui a dois ou três anos ele estará solto novamente.
Não podemos aceitar mais essa situação! O povo precisa se unir para mudar nossas leis.
Quando agente é adolescente tudo é novo e encantador. É a faze da vida onde bebemos sem saber beber, tranzamos sem saber tranzar, choramos sem saber porquê, amamos sem querer amar.O mais estranho de tudo é que quando somos adolescentes não vemos a hora de virarmos adultos...
Nunca devemos tentar esticar ou reduzir a adolescência, ela deve começar e terminar na hora certa, nas que hora certa é essa? Não sei, mas cada um tem a sua. O importante é saber que é muito bom ser adolescente.
4. Muitos adolescentes cometem erros que deixam marcas pro resto da vida, tais como tais como uma gravidez indesejada, o consumo de drogas, uma imprudência no trânsito ou mesmo um ato criminoso cometido com a ideia de que a lei beneficia os menores de idade.
Outros apenas aproveitam este período da vida namorando, estudando, se divertindo e etc.
Está na consciência de cada um a maneira de viver sua adolescência, você é quem escolhe o que deve ou não fazer.
O Argumento (1) é o exemplo de um argumento bem estruturado, ele tem pelo menos duas premissas bem distintas que mostram os dois lados dos erros que cometemos na adolescência. Além disso, a conclusão é formada a partir dos dados levantados no resto do texto. Ao argumentar desta maneira demostramos nosso domínio sobre o assunto e temos segurança para apresentar nossa opinião.
O Argumento (2) é péssimo. Ele logo de cara deixa evidente sua intenção. Ele se aproveita de um assunto que possui rápido apoio e se utiliza de diversas expressões que causam grande impacto ao interlocutor. Além disso ele se usa de táticas sujas como o apelo ao emocional e a generalização apressada, ou seja, ele tenta aproximar os fatos para seu cotidiano e tenta dizer que todos os adolescentes cometem crimes conscientemente. Quando escrevemos um argumento assim demostramos toda nossa revolta sobre determinado assunto, porém mostramos que só enxergamos um lado da moeda e acabamos por criar verdadeiras muralhas entre nossa opinião e a opinião de quem pensa diferente.
O Argumento (3) é ingenuo demais. Eles está mais para uma música ou para um poema. É um texto aparentemente escrito com o coração e não com a razão, além disso as premissas não são muito coerentes e o texto só faz sem tido se o interlocutor concorda com seus pressupostos. Por fim sua conclusão não é consequência direta de suas premissas. É o tipo de argumento que mostra que temos boas ideias, porém com pouco conteúdo para falar sobre elas.
O Argumento (4) é bem coerente, porém é uma verdadeira “encheção de linguiça”. As premissas estão bem escritas e coerentes com a conclusão, mas são demasiadamente óbvias e a conclusão e tão evidente que na verdade não conclui nada. Este tipo de argumento é muito chato para o interlocutor, pois o obriga a buscar respostas que não estão descritas. Ao invés de fortalecer a opinião do locutor este tipo de argumento acaba por evidenciar que ele não tem opinião alguma sobre aquele assunto
EXERCÍCIO (Avaliação valendo 20pontos p\turma 105 e 10pontos p\ turmas 108 e 106.
Escreva um argumento sobre um dos temas abaixo.
-Gravidas antes dos 16.
-Drogas
-copa 2014
-eleições2010
-Drogas
-copa 2014
-eleições2010
-Seu Argumento deve ter:
-Premissa 1 falando um lado aparentemente positivo do assunto (3 linhas ou mais)
-premissa 2 falando um lado aparentemente negativo do assunto(3 linhas ou mais)
-Conclusão + opinião (4 linhas ou mais)
Após escrever o argumento converse com os colegas, reflita sobre ele e escreva mais um parágrafo de 3 linhas.
…
Existem várias outras formas de se argumentar, mas acredito que esta é uma excelente forma de começarmos a exercitar nosso ato de filosofar...
Proto, após dominar a curiosidade, a interpretação, a expressão, a argumentação e a reflexão, estamos prontos para FILOSOFAR e compreender a Filosofia e sua história.
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