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terça-feira, 17 de abril de 2018

Trabalhando mitologia egípcia no Ensino Fundamental



Olha só e olha lá! Que legal! Um pouquinho do trabalho sobre mitologia no sexto e sétimo anos do Ensino Fundamental. Já trabalhou com mitologia egípcia? Conte sua experiência nos comentários.


sexta-feira, 24 de março de 2017

Neli DeGrasse Tyson: quando estudantes valorizam mais as notas...

O que você pensa sobre isso??? Compartilhe e Curta Filosofia Hoje.  Quer mais filosofia? Então nos ajude de forma rápida e gratuita clicando no link e assinando nosso Canal no YouTube http://www.youtube.com/user/FilosofiaHoje?sub_confirmation=1 :) Juntos vamos espalhar filosofia na Internet.  

quinta-feira, 14 de abril de 2016

PPP's e a Privatização da Escola Pública



Deixe sua ideologia de lado e venha refletir com o filósofo Fabio Goulart sobre o futuro da educação pública no Brasil.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Alckmin 'pedagogo' e a ocupação das escolas



Cara! Você precisa ver isso! O 'pedagogo' Alckmin consegui o que parecia impossível: Conseguiu conscientizar os alunos que a escola pública é deles, não é de nenhum governo filha da puta que acha que pode fecha-la !!!

Vídeo original dos alunos cantando:
https://youtu.be/T7MUd11laTI

Um Salve para a Escola Antônio Viana e todas outras OCUPADAS!!!

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Qual a Distância do Ensino a Distância



Pergunta que parece banal mas se revela essencial para analisar o que está acontecendo com a educação superior brasileira hoje: Qual a Distância do Ensino à Distância? Se não há distância alguma, Qual a Distância do Ensino à Distância? Neste vídeo o filósofo Fabio Goulart analisa a ascensão e decadência do ensino EAD no Brasil. Não há presunção de afirmar "coisas", mas apenas o pressuposto de causar a reflexão. Assista até o final, Clique no "gostei", adicione a favoritos, comente, curta e compartilhe com os amigos ;)

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Nova Adolescência e a Filosofia



Vale a pena Assistir e Compartilhar com os amigos! Será que esta nova adolescência, a dita geração Z, que já nasce conectada e não quer sair da internet está pronta para a filosofia? Para Filósofo Fabio Goulart temos hoje conceitos diferentes, não temos mais uma Juventude Alienada se contrapondo a uma Juventude Engajada, temos hoje uma Juventude Conectada que busca acima de qualquer coisa o desenvolvimento sustentável em sua mais variadas variáveis. É necessário estarmos atentos a isso para não perdermos as energias de mais uma geração nos ralos do comodismo... Assiste até o final e não se esqueça de curtir o vídeo e compartilhar com os amigos! Seus comentários são muito bem vindos :)

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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Parecer do Conselho Estadual de Educação do RS apresenta norma que impediria as escolas de expulsar alunos


Reflexão aos colegas professores e a todos pais e futuros pais de alunos, ou seja, quase todo mundo.


Algumas "regras" não precisam ser criadas... quando o são, demonstram o triste rumo politiqueiro e ideológico que nossa educação cada vez menos crítica vai tomando...


Um pai tem uma filha menor de idade transgressora (vamos dizer 13 anos). Daí ele a expulsa de casa. Podem argumentar que a garota poderá encontrar um novo lar melhor e a expulsão lhe servirá de lição, que ela será um ser humano melhor e ajudará a construir uma sociedade melhor...Porém esta argumentação parece absurda, sabemos que na verdade ela provavelmente não buscará uma nova casa e ficará na rua, sabemos que a expulsão lhe causará mais ódio e isso lhe fará uma pessoa pior e que provavelmente vai fazer algo terrível contra algo ou alguém... Existem exceções, mas pensamos na regra... na regra, expulsar uma filha de 13 anos de casa não é uma atitude coerente nem correta... o correto seria o pai como responsável pela educação da criança estabelecer o diálogo com sua filha para acabar com as transgressões e se preciso estabelecer punições mais coerentes.


Pois bem, um pai é responsável apenas por parte da educação de uma criança, há também uma parte de responsabilidade da escola... Vamos ler novamente o parágrafo acima, porém mudando algumas palavras:


Uma escola tem uma aluna menor de idade transgressora (vamos dizer 13 anos). Daí ela a expulsa. Podem argumentar que a garota poderá encontrar uma nova escola melhor e a expulsão lhe servirá de lição, que ela será um ser humano melhor e ajudará a construir uma sociedade melhor...Porém esta argumentação parece absurda, sabemos que na verdade ela provavelmente não buscará uma nova escola e ficará na rua, sabemos que a expulsão lhe causará mais ódio e isso lhe fará uma pessoa pior e que provavelmente vai fazer algo terrível contra algo ou alguém... Existem exceções, mas pensamos na regra... na regra, expulsar uma aluna de 13 anos não é uma atitude educativa nem pedagógica... o correto seria a escola como responsável por parte da educação da criança estabelecer o diálogo com sua aluna e seus familiares para acabar com as transgressões e se preciso estabelecer punições mais coerentes e realmente educativas. 


Entendeu minha opinião sobre a expulsão nas escolas??? Sempre há exceções, talvez uma norma que impeça expulsões seja um exagero, porém uma recomendação sobre esta prática creio que qualquer educador que se preze já possui...Algumas "normas" não precisam ser criadas... quando o são, demonstram o triste rumo politiqueiro e ideológico que nossa educação, cada vez menos crítica, vai tomando... Expulsão não é solução, mas sua proibição também não soluciona nada... 

Não sou a favor da expulsão, porém julgo que esta possibilidade deva existir para casos extraordinários. Há ainda quem defenda que toda expulsão deve garantir também a transferência do aluno, porém minha longa experiência na educação pública mostra que alunos problemáticos transferidos de maneira preventiva apresentam grau de evasão superior a 80%, ou seja: toda transferência é uma espécie de expulsão. Alguém que encare de maneira ideológica esta questão pode ainda dizer: "conversar com os menores é o mesmo que esperar um milagre", mas minha experiencia de anos como conselheiro escolar mostra que o diálogo realmente funciona, pois um aluno problemático geralmente tem a fonte de seus problemas fora da escola, desta forma um diálogo junto a família e a orientação escolar revela isso e não se fica só no papo, dai para frente é feito o contato com a assistência social e feito o encaminhamento que dependendo do caso pode ser junto a ongs, oportunidade de emprego, tratamento médico, etc... presenciei diversos casos de alunos que mudaram de postura após o devido acompanhamento da escola, quase todos pra falar a verdade. Porém sempre há exceção, e a exceção que eu falo são os ditos "irrecuperáveis", por isso sou contra a criação de uma norma que proíba a expulsão, embora inapropriado para a maioria dos casos, este recurso deve existir para casos especiais. 


Professores e Pais são responsáveis pela educação do indivíduo, mas por partes diferentes. "Expulsar" de casa ou da escola nunca é uma atitude sensata. O Pai não pode expulsar pois é de sua responsabilidade o lar e a criação. Já a escola não deve expulsar, mas precisa manter esta possibilidade para casos extraordinários, casos onde sozinha não irá poder "recuperar o aluno", ela é responsável pelo "ensinar a conviver em sociedade," ela trai seus princípios se fica impotente frente a um estudante que agride um professor, por exemplo. Num caso destes o aluno precisa ter todo acompanhamento e diálogo para procurar-se solucionar parte das causas de seus problemas, mas sou a favor que seja expulso e imediatamente transferido, pois julgo que sua não expulsão pode passar uma ideia de certeza de impunidade aos outros estudantes, já soube casos ainda piores onde o professor foi transferido após um caso destes, isto é ainda pior, pois além da impunidade ainda acaba por funcionar psicologicamente como um prêmio à delinquência.     


(Filósofo Fabio Goulart da Página Filosofia Hoje )


segunda-feira, 1 de abril de 2013

A educação no Brasil - O Som da Verdade #12




Considera-se que este tema é dos mais importantes para o desenvolvimento do país.
O que é verdade, tendo em vista que este é o caminho natural para alcançar qualidade de vida. O indivíduo precisa cursar o ensino fundamental, ensino médio e posteriormente escolhe seu caminho, que pode ser um curso técnico, um curso profissionalizante, ou uma universidade.

Existem pessoas que optam por fazer um curso técnico e depois universidade, ou até mesmo não fazer universidade. Não existe uma receita obrigatória de como e o que estudar, pois isso depende de cada um, da vida, das inspirações, dos gostos e de demais acontecimentos. 

Após os estudos, é hora de procurar um bom emprego o qual você possa exercer e utilizar o que você aprendeu neste tempo todo que empregou sua dedicação.

É verdade que existem fatores que ocorrem na vida, o qual pode contribuir, ou não para que você estude ou continue estudando. Por exemplo, se você ganhar na Mega Sena e não quiser mais trabalhar, fundar uma empresa de sucesso e precisar parar de estudar, por falta de tempo e precise se dedicar unicamente para o trabalho. Existem também pessoas que não querem fazer faculdade. 

O ensino fundamental e o ensino médio são os ensinos básicos e as pessoas não precisam necessariamente fazer um curso técnico, ou universidade.

A questão é que você vai se deparar com a escolha do emprego e se deparar com a necessidade de ganhar mais, ou precise atingir metas e objetivos pessoais e é ai que entra a necessidade de se qualificar cada vez mais.

Em um período anterior, o ensino superior era uma dádiva para poucos, mas está ficando cada vez melhor e mais fácil estudar e se tornar um especialista na área em que você escolher. Obviamente, falta muito ainda para o Brasil neste sentido, mas já conseguimos avanços significativos. Porém, precisamos chegar muito mais longe e cobrar isso de todos.

O Brasil ficou na penúltima posição em um índice comparativo de desempenho educacional feito com dados de 40 países. O ranking, divulgado nesta terça-feira (27) pela Pearson Internacional, faz parte do projeto The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental.

A Finlândia e a Coreia do Sul ficaram com os dois primeiros lugares do topo. Já o Brasil só ficou à frente da Indonésia, o que só mostra que precisamos ir muito além das conquistas atuais.

Os investimentos em educação feitos pelo Brasil nos últimos anos cresceram. Porém, ao contrário de outros países com o mesmo perfil de desenvolvimento, a qualidade de ensino não acompanhou o aumento desses gastos. A conclusão faz parte de um estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no final do ano passado.

O Brasil continua na 85ª posição no ranking mundial de IDH, em consequência da educação.
A educação no Brasil, segundo o que determina a Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) deve ser gerida e organizada separadamente por cada nível de governo. 

O Governo Federal, os Estados, o Distrito Federal e os municípios devem gerir e organizar seus respectivos sistemas de ensino. Cada um desses sistemas educacionais públicos é responsável por sua própria manutenção, que gere fundos, bem como os mecanismos e fontes de recursos financeiros. 

A "nova constituição" de 1988, reserva 25% do orçamento do Estado e 18% de impostos federais e taxas municipais para a educação, mas na verdade estamos muito longe disso.

Autor: Fábio Fleck

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Os 10 posts mais Curtidos em 2012 no Facebook

Chegamos ao fim do ano e gostaríamos de fazer essa interessante retrospectiva dos 10 posts mais curtidos em nosso querido Facebook.

10° Com muito prazer lhes trago essa bela reflexão que foi a 10° mais curtida.


 Albert Einstein falou bonito em nosso 9° post mais curtido de 2012. ;)

 Nosso 8° post mais curtido do ano fez muito sucesso na época das eleições... infelizmente muitas "fraldas" não foram trocadas... :)

 O 7° post mais curtido foi um post de humor, mas também um dos maiores aprendizados que temos com a filosofia...hehehe

 Sábias palavras de Mandela em nosso 6° post mais curtido...

Por mais que se possa levantar alguns argumentos ad hominem contra o autor, a citação em questão é irretocável. Eis nosso 5° post mais curtido de 2012

 Com muito orgulho Nietzsche como nosso 4° post mais postado!

 O nosso 3° post mais curtido gerou certa polêmica, mas é claro que não estávamos criticando as mulheres vaidosas que gostam de investir boa parte de sua existência com a aparência, também não estávamos dizendo que as mulheres que não gostam de seguir o padrão estético possuem defeito. Fizemos com esse post uma crítica ao sistema que tenta padronizar o sexo feminino atribuindo preconceitos contra todas as bravas guerreiras que de uma forma ou de outra enfrentam seus monstros e não se curvam aos mais variados instrumentos de dominação impostos pela sociedade.

 ‎Segundo post mais curtido de 2012 foi uma montagem 100% nossa. Mais que um simples post, julgo que esta imagem somada a frase em questão representa exatamente o espirito do FilosofiaHoje.com

 Pra fechar o ano com chave de ouro, eis aqui nosso post mais curtido de 2012!!! Quando me deparei com esta foto no Google não consegui deixar de fazer essa montagem e compartilhar com todos vocês... Pra falar a verdade: até hoje ainda fico sem palavras ao ver esse post :) FELIZ 2013!!!


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Greve: Uma estrada de mão dupla. É algo bom, ou ruim? - O Som da Verdade #4

 

A Greve do Latim: “Vagabundus Transitorium” é um ato de paralização coletiva do trabalho, a fim de obter benefícios dos empregadores, geralmente referente à reinvindicações de aumento de salário e melhores condições para o desempenho das funções.

Bem, o trocadilho talvez não tenha sido muito bom, nem muito engraçado, mas no fundo não deixa de estar correto, já que a palavra “Vagabundus” vem do latim e quer dizer “pessoa que anda sem destino”, de VAGARE, “errar, andar ao léu”, mais o sufixo: BUNDUS, “propenso a, cheio de”.  O que é uma verdade, pois os grevistas brasileiros podem não ser vagabundos, ou não são vagabundos, mas eles “estão” por hora, ou seja, transitoriamente sem fazer nada e vagando sem um rumo certo para poder chegar onde querem. Dadas às circunstâncias do enrijecimento do governo, empresários e outros setores da sociedade.

O governo atual, que alguns anos atrás, era um dos maiores apoiadores dos movimentos sindicais e trabalhistas, não está apoiando as dezenas de greves, principalmente dos funcionários públicos, que estão ocorrendo hoje. Para se ter uma ideia, nem mesmo a CUT está apoiando.

O que é muito fácil de entender, pois quando se está do outro lado, tudo muda agora a oposição é situação e vice-versa, com isso as responsabilidades mudam o trabalho, a visão, a intenção, tudo muda, para poder progredir, ou pelo menos para tentar.

A Greve é um dos melhores meios, ou um dos únicos meios, de promover uma batalha de solicitação de direitos, é uma arma trabalhista, homologada pela CLT, com o poder de decisão proletária, porém, como tudo tem dois lados, dependendo de como ela é utilizada, pode ser uma bomba, prestes a explodir para o lado dos empregados.

Vamos pensar no grande exemplo dos professores. O que faria você no lugar deles? Com muito trabalho, grande responsabilidade, uma digna missão, necessariamente de cuidadoso trato, porém, de baixa remuneração e de poucos benefícios.

É com certeza de se pensar, que você quer o melhor para seus filhos e com certeza, se algum professor humilhasse seu filho, ou ensinasse algo errado para ele, você cobraria uma resposta da escola e não descansaria enquanto não tomasse uma atitude.

Mas em contraponto, se um professor possui tamanha responsabilidade, há de se convir que ele tenha que ganhar mais e possua melhores benefícios, principalmente, pelo fator da motivação pessoal e profissional, pois afinal de contas, ele passará conhecimento e com isso uma série de valores para outras pessoas.

Entretanto, reflita: Você reagiria de mesma maneira se algum familiar seu, precisasse de atendimento médico por algum motivo grave e este fosse negado por um motivo como a Greve?

Logo a greve passaria de um honroso ato, para atitude banal, diante da necessidade da vida de um ser humano. É difícil discordar da greve e da necessidade dos grevistas, porém, é difícil sofrer as consequências das greves das mais variadas maneiras, o melhor mesmo é usar o bom senso, com argumentos construtivos e com uma direção racional. E terminamos sem resposta:

Gostaríamos de saber, o  que você acha da greve ? É algo bom, ou ruim em sua opinião?

Autor: Fábio Fleck


domingo, 3 de junho de 2012

Crítica à Escola

*Clique no título abaixo para ler o texto escolhido*
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-1. A VIVÊNCIA ESCOLAR


-1.1 NASCIDO PARA IR À ESCOLA


-1.2 GUERRA NA ESCOLA


-1.3 A RACIONALIDADE DA ESCOLA


-1.4 ALUNOS DESINTERESSADOS OU AULAS DESINTERESSANTES?


-2. SOBRE A COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO


-2.1 A REESTRUTURAÇÃO DO PROCESSO EDUCACIONAL


-2.2 A EDUCAÇÃO COMO INVESTIGAÇÃO


-2.3 COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO


-2.4 SENSIBILIDADE PARA PERCEBER O PROBLEMA


-2.5 CRIATIVIDADE E DIÁLOGO


-2.6 PROFESSORES, TEXTOS E COLEGAS: SÃO OS EXEMPLOS


-2.7 CURRÍCULO RACIONAL




-3.1 APRENDENDO A PENSAR COM A PRÓPRIA CABEÇA


-3.2 DIFERENCIAÇÕES PERTINENTES ENTRE O RACIOCÍNIO E HABILIDADES


-3.3 SOBRE O PENSAR DE ORDEM SUPERIOR E O PENSAR COMPLEXO


-3.4.1 HABILIDADES DE INVESTIGAÇÃO


-3.4.2 HABILIDADES DE RACIOCÍNIO


-3.4.3 HABILIDADES DE ORGANIZAÇÃO DE 

INFORMAÇÕES


-3.4.4 HABILIDADES DE TRADUÇÃO


-3.5 SOBRE O JULGAMENTO


-4. A COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO E A SOCIEDADE POLÍTICA (4.1 MEIOS E FINS)


-4.2 A COMUNIDADE DE INVESTIGAÇÃO PARA COMBATER O PRECONCEITO


-5. AUTOCRÍTICA REFLEXIVA da CRÍTICA À ESCOLA


-5.1 A INCOERÊNCIA DA ESCOLA


5.2 A FILOSOFIA NA ESCOLA


-CONCLUSÃO e REFERÊNCIAS da CRÍTICA À ESCOLA

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CONCLUSÃO e REFERÊNCIAS da CRÍTICA À ESCOLA



É incrível o quanto uma investigação autocrítica em nossas próprias vivências escolares pode revelar interessantes questões para serem analisadas pela filosofia da educação. Principalmente porque este trabalho teve como objetivo criticar o engessado modelo da Escola padrão e apresentar uma alternativa mais interessante e gratificante para toda a comunidade escolar.



Independente da cultura em que a Escola está inserida, ela está lá com base nos pressupostos de que as crianças precisam aprender e que ela é a instituição responsável por ensinar. Não existe problema algum até este ponto, as questões surgem a partir do momento em que começamos a investigar o quê e como é que a Escola deve ensinar.


Foi evidenciado que ela não deve adestrar as crianças para o combate ou
servir aos interesses de alguma facção específica. A Escola deve ser a
representante universal de todas as facções, atuando ativamente na mediação entre os interesses públicos do Estado e privados da Família. Mas como ficar nesta posição sem correr o risco de perder sua autonomia frente às outras instituições?



O fim último da Escola enquanto instituição sempre deve ser a formação de
seres humanos educados, racionais e razoáveis. Mas durante a execução desta nobre missão, algo acontece. Os alunos perdem o interesse pelo ensino e os pais começam a desconfiar da capacidade da Escola de educar seus filhos. Surge assim a necessidade de transformar a Escola em algo mais transparente para os pais, interessante para os alunos e gratificante para os professores. Para Lipman as crianças se desinteressam pela Escola quando percebem que ela é um ambiente completamente regrado que impede que as descobertas aconteçam naturalmente, exatamente o contrário do que acontecia no caótico e estimulante ambiente da Família. Analisando minhas próprias vivências enquanto aluno, percebi que a educação tradicional padrão não possui estímulos naturais que consigam manter os alunos interessados por muito tempo, transformando a vivência escolar em algo completamente tedioso. Foi revelado neste trabalho que as radiantes e curiosas crianças do início da vida escolar não se tornam os desestimulados e sem interesses adolescentes do final do Ensino Médio devido à evolução biológica ou psicológica natural que ocorrem nesta fase da vida. Também não é devido à natureza da Escola enquanto instituição, afinal durante toda vida escolar as crianças continuam indo à escola para aprender. O que torna a escola chata e desinteressante é a maneira estruturada com que as coisas acontecem e com que os conteúdos são abordados.



Este desinteresse é fruto do paradigma da educação padrão que vem sendo aplicado no processo ensino-aprendizagem já a muitos anos. Neste paradigma os conteúdos são inflexíveis, o conhecimento é despejado de maneira ditatorial pelo professor e o muito pouco do tudo que os alunos aprendem, aprendem de maneira acrítica.



Como alternativa a este paradigma, foi apresentada a teoria da educação
enquanto Comunidade de Investigação de Matthew Lipman, onde o filósofo defende sua visão de como a Escola deveria ser para que o pensamento de ordem superior realmente conseguisse ser desenvolvido em alunos de todos os níveis e idades.



Nesta proposta o professor deve abandonar a postura de ditador da verdade e os conteúdos devem ser apresentados de maneira ambígua e surpreendente. Toda Comunidade de Investigação deve ser autocrítica e reflexiva, assim sendo, mesmo quando os alunos chegarem a alguma conclusão sobre um assunto, esta conclusão não deve ser considerada como uma verdade absoluta. Ela deve estar sempre aberta a novas investigações, principalmente para permitir que a turma compreenda a metodologia que esteve por traz daquela conclusão. Esta reflexão acerca das conclusões também pode revelar lacunas deixadas por pontos que não foram abordados no diálogo, ou ainda, despertar a curiosidade e o raciocínio dos alunos realizando deduções e previsões acerca das consequências que aquela conclusão causará no restante do conteúdo abordado por aquela determinada disciplina.



Muito mais importante que qualquer conteúdo abordado, o diálogo sincero é a pedra fundamental de toda Comunidade de Investigação. Este diálogo é muito diferente de um acalorado debate e muito mais complexo que um simples bate-papo.


Nele cada indivíduo tenta enxergar a si mesmo no olhar do outro. Cada um
deve apresentar suas ideias não para tentar derrubar as opiniões alheias, mas sim para ajudar na elaboração de uma proposta maior que é fruto do interesse e do desenvolvimento coletivo. O seja, na Comunidade de Investigação o fim último da Escola é abordar os conteúdos de maneira racional para desenvolver, o mais próximo da excelência, o pensamento crítico e o pensamento criativo dos alunos.



Toda pratica escolar deve estar voltada ao desenvolvimento da capacidade
de julgamento. Desta maneira a Escola deve sair do estado de estagnação em que se encontra atualmente, para um navegar entre o julgamento crítico e o julgamento criativo, entre o tornar familiar e o tornar surpreendente, que possui a capacidade de transformar a nossa sociedade para melhor. A filosofia assume um papel importantíssimo nesta transformação devido ao constante incentivo à autocrítica, pela sua ampla capacidade de desenvolver o pensar de ordem superior e pela importância que o ato de filosofar possui em uma sociedade livre e democrática.



Talvez realmente não seja possível ensinar os alunos a pensar, a julgar, a
filosofar, a criticar ou a serem criativos, mas certamente a Escola deve fazer tudo aquilo que for possível para estimular a prática e o desenvolvimento destas habilidades. Seguindo este raciocínio se deve acrescentar ao pressuposto universal de que as crianças vão à Escola para aprender o fato que devem ir à Escola para aprender a pensar com a própria cabeça.

Desta educação racional culminará a evolução da democracia tradicional em
democracia com investigação. Esta nova democracia investiga a si mesma e poderá ir a fundo na origem da desigualdade e dos problemas estruturais de nossa sociedade, revelando soluções que permanecem ocultas devido aos sistemas político-sociais existentes.



Lipman julga que qualquer mudança social deve começar na Escola. Não concordo plenamente com esta opinião, afinal a Escola não possui forças para reformar a si mesma sozinha. Existe um vínculo circular entre Escola e Universidade. Este vínculo obriga que qualquer mudança no processo de ensino-aprendizagem ocorra simultaneamente na Escola e na Universidade se deseja obter sucesso.



Este trabalho demonstrou que a filosofia da educação não pode estar indiferente a problemas de ordem social, tal como o bullying, pois a distância entre o desinteresse, a desatenção, o preconceito e a violência é muito pequena. A acelerada vida do século XXI deixa enormes vazios de identidade nas pessoas, principalmente nas frágeis e sensíveis crianças e adolescentes. Por isso que a Escola deve preencher de maneira não autoritária estas lacunas, a fim de combater o preconceito e a intolerância que costumam nascer destes espaços.



Por tudo que foi aqui apresentado, é evidente que uma boa alternativa para preenchermos estes espaços é desenvolvermos o pensamento crítico e criativo em todos os níveis da educação. Tal desenvolvimento deve tornar mais naturais os poucos incentivos que as crianças e os adolescentes podem encontrar para continuarem frequentado a Escola. Para estas façanhas a teoria das Comunidades de Investigação de Matthew Lipman se apresenta como uma proposta bastante promissora.



Por fim, avalio que este trabalho se encerra com uma gama muito maior de
questões em aberto do que possuía em seu início. Fato que já era esperado, visto que se trata de um estudo introdutório de filosofia da educação e que Matthew Lipman é um filósofo que não costuma a delimitar seus conceitos de maneira clara e inflexível. O que não era esperado é que muitos dos problemas aqui revelados transcendem os limites da investigação filosófica. Isso revela a necessidade de futuros estudos e diálogos interdisciplinares para desdobrar tais questões.



Qual ao certo é a importância destes debates para a própria filosofia? Esta é uma pergunta que a própria filosofia deve responder a partir dos rumos que a investigação tomar após o ultimo ponto final deste trabalho. É provável que esta filosofia que emana da Escola e se aplica à Escola, assuma tais características que nem mais possa ser chamada de filosofia, seja algo completamente novo. Capaz de revelar alguns valores que a filosofia sozinha e tradicional jamais conseguiu associar a si mesma.



REFERÊNCIAS



BUBER, Martin. Eu e tu. São Paulo: Cortez & Moraes, 1979 170p.

CALLEGARI, Cesar. Consulta sobre a implementação das disciplinas Filosofia e

Sociologia no currículo do Ensino Médio <

http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/2008/pceb022_08.pdf > Acessado em 04

de Dezembro de 2010.

GAARDER, Jostein. O Mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009

555p.

GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método: Traços fundamentais de uma

hermenêutica filosófica. Petrópolis: Vozes, 2002 731p.

HARRÉ, Rom. A mente discursiva: os avanços na ciência cognitiva. Porto Alegre:

Artmed, 1999 159p.

LIPMAN, Matthew. O Pensar na Educação. Petrópolis: Vozes, 1995 402p.

MARX, Karl. Manifesto do partido comunista. Petrópolis: Vozes, 2001 151p.

PLATÃO. Ménon. Lisboa: Colibri, 1992 141p.

SUMARES, Manuel. Sobre da Certeza de Ludwig Wittgenstein. Porto:

Contraponto, 1994 69p.

WITTGENSTEIN, Ludwig Joseph Johann. Investigações Filosóficas. São Paulo:

Nova Cultura, 1999 207p.




 
Este texto faz parte do trabalho chamado “Crítica a Escola” escrito por mim, Fabio Goulart. Para fazer o Download do trabalho Completo CLIQUE AQUI.