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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Monopólios de Ideias Contra a Democratização do Conhecimento Gratuito - O Som da Verdade #8



Antes da invenção do Google existiam plataformas de busca muito boas, porém as quais nenhuma se compara de forma alguma com o Google.


Desde sua invenção em 1998 o Google é inovador em todos os sentidos. Após exatos 14 anos os buscadores que conseguiram sobreviver, continuando atuais, aguentando o tranco da tecnologia dinâmica como é hoje, tais como Yahoo e Bing, por exemplo, são sites sem muitos atrativos e mais difíceis de fazer uma busca, ou indexar um site do que o Google.


Sabemos que os sistemas de busca nasceram antes mesmo da internet, pois eles já estavam presentes nas primeiras intranets das universidades, como a de Harvard, já os sistemas atuais de busca, foram criados nos anos 80 também dentro das faculdades.


Muito do embrião dos buscadores, foi idealizado pelo Yahoo baseado em uma busca simples de palavras chaves, dentro da ideia de um "HTML puro”.


Agora é necessário esclarecer que o método de pesquisa do Google é milhões de vezes superior a qualquer um existente, ele dispõe de um motor de busca, um robô de indexação, ferramentas para web designers e ranking de páginas, inclusive com possibilidades de indexação de imagens, vídeos e deixando as Key Words, uma forma totalmente secundária de pesquisa, o que é uma grandiosa evolução.



Além disso, o Google não é só um buscador, mas sim um Provedor de conteúdo universal e com a maior quantidade de informações regionais onde possui dados de cada país, também é um veículo de comunicação e mídia tão surpreendente quanto à própria internet, o Google e seus serviços, junto ao Facebook, são a nova cara da internet, mais moderna e com ideias compartilhadas, sem custos para os usuários, idealizando um local mais justo, sem monopólio de conhecimento ou criação, permitindo a experiência do saber como um todo e para todos, é a pesquisa num click e resultados em segundos.


Em contrapartida a todos estes adjetivos existe uma significativa parcela da população, mundial inclusive, que acredita que o Google não respeita as leis dos países onde atua e que também acusam o Provedor de ser contra o direito e a propriedade intelectual, já que trabalha na contra mão de seus críticos (em sua maioria Gravadoras e grandes empresas) divulgando e compartilhando as ideias de todos gratuitamente.


Pense que alguns anos atrás apenas músicos profissionais, com muito dinheiro, patrocínio e contatos poderiam se lançar no mercado, pense que antigamente para gravar um CD e divulgá-lo na mídia era quase impossível, reflita que há pouco tempo suas ideias, sua visão, opinião, ficavam trancadas, apenas em sua mente ou no máximo eram compartilhadas com sua família e amigos, sem possibilidade de grande exposição. Porém a tecnologia, a informática, a internet e estes tipos de serviços, proporcionam a população um poder de conseguir adentrar aos mais longínquos lugares da Terra  sem impedimentos para as boas ideias.


E a pergunta é: Isso seria possível sem a internet? E isso seria possível sem o Google?


Quer pesquisar sobre qualquer assunto, desde o mais simples até o mais complexo? Use o Google Buscador. Quer saber como chegar a algum lugar? Google Maps. Quer assistir a primeira transmissão da televisão brasileira? Veja no Youtube. Quer mostrar suas ideias em forma de texto? Blogspot. Quer falar com seus amigos, trocar fotos e divulgar sua Banda? Orkut(fazendo referencia ao Google, mas hoje você provavelmente usa mais o Facebook) e outros tantos serviços.


Todos devem respeitar o trabalho dos artistas: Músicos, atores, escritores, que podem perder muito dinheiro com este tipo de serviço, mas que a verdade seja dita, todos podem se adaptar de algum modo às novas tecnologias, não se acomodar e fazer disso um benefício.

Quem perde mais são os monopólios de ideias e as fábricas de talentos artificiais.


Sobre o respeito que o Google tem quanto às leis este é tão grande que eles contestaram na justiça o direito da liberdade de expressão do usuário que postou vídeos com criticas a um politico no Youtube, com isso o Google estava garantindo um direito de posicionamento e tentando debater questões discutíveis. Todos merecem defesa e o direito de se justificar. 


A prisão do presidente do Google, sem o direito de ampla defesa, foi radical e demasiada.

Pois os verdadeiros criminosos não vão para a cadeia em nosso país e quem zela por liberdade e tenta buscar soluções para problemas antigos sim. Ai está novamente a desigualdade.


Você pode ler mais a respeito em: 




Pode-se notar o quão polêmico foi a questão, quando observamos a opinião de um dos maiores juristas e conhecedores de direito no Brasil, como um ministro do TSE e STF Marco Aurélio Mello, leia mais em:


Autor: Fábio Fleck



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Professores Aranhas: A Teia da Educação e sua História.


Autor: Fabio Goulart, Porto Alegre 2011

Introdução

Para o pensador Rubem Alves, o professor é como uma aranha, pois com aquilo que está dentro de si (conhecimento), solta fios quase invisíveis que são suas palavras e as vai tecendo até formar uma espécie de teia. Tal como uma teia os ensinamentos e as ações do professor ficam amarradas e suspensas no ar, por isso mesmo devem estrar ancoradas em bases sólidas. Para as aranhas estas bases seriam arvores, paredes ou pedras; para o professor essas bases são justamente os fundamentos da educação. Isto significa dizer que o professor deve saber o que ensina e ensinar aquilo que sabe (Alves, 1995).
Mas o professor ao contrário das aranhas não é um ser solitário, ele faz parte de uma história dentro da história da humanidade, história essa que conta a história geral; esta é a história da educação (ou da pedagogia). Ao ser o ser responsável por contar a história, o professor se torna um criador de seres humanos no sentido último da palavra e a escola se torna a instituição responsável por isso. Porém ao mesmo tempo em que os professores são aranhas, a pedagogia é uma imensa teia em constante adaptação, cheia de amarrações com outros pontos do meio, como a política, a economia, a filosofia e a religião. Como toda teia ela está ancorada a pontos de apoio, porém com o passar dos anos os apoios mudam gerando a necessidades de mudanças educacionais e consequentemente, mudanças no próprio ser humano. Com base nestas palavras, inicio agora uma rápida releitura histórica que julgo ser necessária para compreendermos a função social do professor e da escola na formação dos indivíduos.

1. A História da Teia


A teia está muito pesada e como a gravidade teima em agir, é bom que todos aqueles que se aventuram no ofício de educar tenham a consciência de que a educação atual carrega em si a educação moderna, que carrega a medieval, que carrega a antiga.
Somente se olharmos para os primórdios da sociedade e fazermos uma releitura de tudo buscando soluções, atalhos, desvios, fugindo de armadilhas e evitando seguir linearmente é que talvez seja possível compreendermos os problemas atuais da educação. (Cambi, p.37, 1999.)
Assim sendo, devemos olhar primeiramente para antiguidade. Nossa educação está ancorada nos egípcios, nos gregos e nos romanos. Nesta longínqua época a educação era fundada nos princípios de identidade familiar, no Estado, nos mitos, nos ritos de passagem, nas religiões (que depois foram chamadas de religiões pagãs) e etc. assim começou a se tecer a rica teia da educação ocidental.
Desta primeira teia nasce a reflexão autorreguladora universal e rigorosa em torno dos processos educativos, isto é: nasce a pedagogia (Cambi, p.38, 1999.). Nascia também a função primordial do professor e da escola: formar seres humanos, cidadãos, seres agentes e transformadores, seres que não somente conheçam sua cultura, mas que possam transformá-la; ou seja, formar indivíduos, seres membros do coletivo e autônomos em suas individualidades. Este processo educacional os gregos chamavam de Paidéia.
Na idade média, política e religião se amarraram. Com isso a Paidéia ganhou um sentido religioso, transcendente, teológico, ancorado nos saberes da cristã. O ideal visado pelos professores deixou de ser o cidadão do estado e se tornou a pessoa de Jesus Cristo e sua mensagem de amor ao próximo, esperança e caridade. Nesta época a igreja ficou responsável pela escola e o ensino passou a ser realizado principalmente dentro de igrejas e mosteiros. Este também foi um período onde se procurou um conteúdo de cunho simbólico uma estruturação da educação em seus aspectos metodológicos, a ampliação do alcance da educação para crianças e os jovens, surgiram também as universidades como centros de acumulo e manutenção dos saberes e de estudo ensino superiores.
Na modernidade se inicia uma diversificação de modelos educacionais, algo bem diferente da idade média onde havia basicamente um modelo (o modelo cristão). A idade moderna é um fenômeno complexo (Cambi, p.38, 1999.), é a ruptura de quase todos modelos medievais. Neste período a escola e os professores tiveram que passar e se adaptar a diversos movimentos como o Renascimento, o Iluminismo, o Industrialismo e o Positivismo. Dentre as principais mudanças que impactaram o processo educacional nesta época podemos citar a passagem da responsabilidade sobre a escola da religião para o Estado, a volta da formação do individuo político como centro da formação e a queda do absolutismo monarca e ascensão da democracia burguesa. A escola e o professor começaram a também ter que ensinar para as novas realidades de trabalho e demandas sociais.
Com o peso de tudo isso acima citado, hoje a teia da pedagogia se mostra envolvida num complexo processo de fermentação sofrendo crises radicais. A pedagogia é um saber em transformação, não em crise, mas também em crescimento, atravessando por várias tensões, por desafios novos e novas tarefas, por radicalizações, autocrítica e desmascaramento de várias de suas amarrações ou fios da teia. Ela é um saber que se reexamina, que revê sua própria identidade, que se reprograma e se reconstrói (Cambi, p.641, 1999.), idem ao que as aranhas fazem com suas teias.

2. A Teia, a Foice e o Martelo.


As aranhas chegaram ao período contemporâneo, hoje o mínimo que se espera de nossas escolas e universidades é que estejam abertas para se discutir sobre os mais variados pontos de vista possíveis, algo amplamente previsto nas constituições mais diversas do mundo. A escola e os professores ainda têm e sempre tiveram o compromisso com a verdade, mas ao contrário de outras épocas e períodos, a verdade não pode ser absoluta e imutável, bem como os valores que se desejam imprimir nos alunos. Por isso quanto mais pontos de vistas possam ser abordados sobre um mesmo objeto, maior é a chance de nos aproximarmos da verdade e melhor será a qualidade do ensino.
Mas sempre existem aqueles radicais que parecem querem passar a foice na teia e martelar todo o lento progresso até aqui adquirido. Não é difícil toparmos com professores que saem de um curso de licenciatura achando que a História das sociedades se resume a história das lutas entre as classes. Isso porque foram civicamentecatequizados dentro do pensamento da educação marxista como única verdade para a libertação, mas a meu ver, isso é fruto de um processo de alienação do professor e da escola que é comum ver em países de amplas desigualdades sociais como o nosso.
Julgo que somente através de uma educação pluralizada é que seja possível termos uma educação de qualidade para todo o mundo (se é que isso é possível), caso contrário a universidade estará formando jovens professores papagaios, educadores de ovelhas desprovidas de senso crítico que andam de cabeça baixa, em rebanho e comento o pasto pisoteado; ao invés de habilidosas aranhas. Em outras palavras, a educação se faz com lápis e borrachas, não com foices e martelos.

3. Amarrações e Desejos Ocultos

Para Freud a educação se conduz na tentativa de não se acolher ao desejo, por isso mesmo, ensinamos errado nossas crianças na escola. Isto porque para ele se desejamos preparar o individuo para realidade (e essa seria justamente a função social do professor e da escola para Freud), é necessário que este mesmo1 seja capaz de reconhecer seus desejos.
Poder-se-ia associar a ideia de desejo às ideias de vontade, prazer e criatividade. Mas estes três conceitos juntos vão muito além e ficam muito aquém do sentido conceitual de desejo para Freud. O desejo freudiano age como uma faísca que desajusta o homem com sigo mesmo. O desejo gera insatisfação e esta por sua vez pode ser o primeiro passo para se começar a tecer um novo fio para a teia, mas para isso é necessário que os professores deem uma chance para desejo, não o reprimam no processo ensino-aprendizagem. Porém os desejos não podem ser completamente liberados, é necessário que sejam apresentadas as impossibilidades e limitações de cada desejo. Assim sendo, se a psicanálise tem alguma coisa a acrescentar a função social da escola e do professor, esta contribuição vai muito além da análise das fazes de desenvolvimento da psique, Freud está nos alertando a não reprimirmos os desejos, mas sim incentivarmos os alunos a descobrirem qual são e quais são suas limitações e impossibilidades.


4. O Ser Escola e o Ser Professor

A Escola não é a teia em si, ela é apenas uma parte, a parte responsável por servir de receptor das diversas vivências de alunos e professores e com isso formar pessoas que não somente sabem alguns conteúdos, mas podem serseres agentesna sociedade em que vivem. Mas como é possível cumprir esta função?
A Escola enquanto instituição vai muito além dos muros de si mesma. Ela é todo seu entorno, é o interesse de todas as partes envolvidas na construção e amarração da teia chamada educação. Neste sentido poder-se-ia dizer que a Escola não é, ela se a partir de sua função social. Ao contrário de épocas passadas, ela não pode pendenciar para nenhum lado como a igreja ou o governo por exemplo. A única maneira desta imparcialidade ser mantida é através da figura do professor, que surge como o fiel da balança entre vontades e desejos particulares de indivíduos e instituições, frente às vontades e desejos públicos de Estados e Nações. Ou seja, está nas pequenas patas dos professores aranhas segurar todo esse peso da teia e evitar uma queda catastrófica no abismo das verdades absolutas, ou do absolutismo total.


Considerações Finais


Este trabalho se limitou a ser uma especulação mais generalizada acerca da função social da escola e do professor no processo ensino-aprendizagem, ou seja, não se trata de uma pesquisa de algum caso especifico ou de uma realidade regionalizada (o professor e a escola no Brasil, por exemplo).
Para chegar à conclusão acerca da questão chave supracitada mergulhei no universo de do texto de Rubem Alves onde a educação é vista como uma grande teia, os professores são as aranhas e os fundamentos pedagógicos são ancoras que seguram as bases da teia nas paredes, pedras ou algo do tipo. Como combustível desta aventura parti para a construção de um texto interdisciplinar que plaina sobre diversos campos de conhecimento como a pedagogia, a filosofia, a história, a sociologia e a psicologia.
Todo educador deve ter a consciência histórica daquilo que está ensinando, bem como sobre ocomoestá ensinado e oporquê. Pois foi ainda na antiguidade que nasceu a função primordial do professor e da escola: formar seres humanos, cidadãos, seres que não somente conheçam sua cultura, mas que possam transformá-la. Desde a idade moderna e a acessão da burguesia, professores e escolas passaram também a se responsabilizar pela formação e qualificação de profissionais para o mercado de trabalho. Hoje o mínimo que se espera de nossas escolas e universidades é que estejam abertas para se discutir sobre os mais variados pontos de vista possíveis. Professores papagaios e alunos ovelhas são inúteis para qualquer sociedade.
A escola e os professores ainda têm e sempre tiveram o compromisso com a verdade, e essa verdade não pode ser absoluta e imutável. Também faz parte do papel social dos educadores prepararem os indivíduos para realidade. Para isso Freud nos alerta a não reprimirmos os desejos, mas sim incentivarmos os alunos a descobrirem qual são e quais são suas limitações e impossibilidades.
Por fim, a escola é a responsável por servir de receptor das diversas vivências de alunos e professores e com isso formar pessoas que não somente sabem alguns conteúdos, mas podem serseres agentesna sociedade em que vivem. Para isso ela não pode pendenciar para nenhum lado e professor se torna o mediador entre vontades e desejos particulares de indivíduos e instituições, frente às vontades e desejos públicos de Estados e Nações.


Autor: Fabio Goulart, Porto Alegre 2011


REFERÊNCIAS

ALVES, Rubem. O Poeta, O Guerreiro, O Profeta. Petrópolis: Vozes, 1995.
ALVES, Maria Leila. O papel equalizador do regime de colaboração estado-município na política de alfabetização. 1990. 283 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade de Campinas, Campinas, 1990. Disponível em: <http://www.inep.gov.br/cibec/bbe-online/>. Acesso em: 28 set. 2001.
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CAMBI, Franco. História da Educação. Cidade: São Paulo. Editora: UNESP, 1999.
CARVALHO, Maria Cecília Maringoni de (Org.). Construindo o saber: metodologia cientifica, fundamentos e técnicas. 5. ed. São Paulo: Papirus, 1995. 175 p.
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REIS, José Luís. O marketing personalizado e as tecnologias de Informação. Lisboa: Centro Atlântico, 2000.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para apresentação de trabalhos. 2. ed. Curitiba: UFPR, 1992. v. 2.





1 O aluno.