Adorno já observou que a emancipação da mulher só ocorrerá com a emancipação de toda a sociedade. O capitalismo petrificou as relações humanas. O processo começa dentro de casa, no seio familiar. Isto ainda se replica: O pai e mãe que jogam na cara do filho que "eles o sustentam" só reproduzem o que ocorre todos os dias nos escritórios, nas fábricas, no comércio... na própria história do capitalismo: O mito de que os detentores dos meios sustentam massa, quando na verdade o contrário seria o mais próximo do real, e um modelo de mútua cooperação e divisão mais justa dos frutos do trabalho seria o ideal. A mulher como propriedade do homem tal como vemos hoje é mais uma reprodução da mentalidade capitalista, a mentalidade que transforma o sujeito em objeto, e a mercadoria em sujeito. Enquanto alguns movimentos feministas acreditarem que sem a mudança na estrutura econômica é possível a emancipação da mulher, a mulher continuará sendo vítima dos grilhões do machismo. A luta deve ser em primeiro lugar contra a lógica de opressão. (Filósofo Fabio Goulart & Jéverton Soares dos Santos- Da página Filosofia Hoje)
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Lulu e Tubby : a infantilização sexual nas redes sociais.
Estes aplicativos (Lulu e Tubby) mostram a que ponto chegou a infantilização sexual nas redes sociais. Isso me faz lembrar a minha pré-adolescência, quando ninguém beijava ninguém, mas tinha o costume de escrever num caderno, de domínio público, opiniões sobre colegas de aula, que geralmente tinha uma conotação sexual. O tubby será um aplicativo usado por débeis mentais que substituem uma vida social e sexual verdadeira por um mundo virtual, cheio de fotos, vídeos, conversas fiadas e ideologia sexista sobre o "valor de uso" e "valor de troca" de pessoas. Como sempre, no fim o humano vira mercadoria. (Filósofo Fabio Goulart & Jéverton Soares dos Santos- Da página Filosofia Hoje)
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Opinião sobre o ' Manifesto contra Marx '
Eu tomei coragem e resolvi ler a doentia carta que o burro
do estudante João Victor escreveu contra "Marx", mesmo sem ele nunca
ter lido nada do filósofo alemão. Vejamos as atrocidades que ele proclama. O
texto começa assim:
\/
"Caro professor, Como o senhor deve saber, eu repudio o
filósofo Karl Marx e tudo o que ele representa e representou na história da
humanidade, sendo um profundo exercício de resistência estomacal falar ou ouvir
sobre ele por mais de meia hora".
> Confesso que também tive problemas estomacais lendo
esta carta, no entanto nada que um estomazil não resolvesse...
"Aproveito através deste trabalho, não para seguir as
questões que o senhor estipulou para a turma, mas para expor de forma livre
minha crítica ao marxismo, e suas ramificações e influências mundo afora. Quero
começar falando sobre a pressão psicológica que é, para uma pessoa defensora
dos ideais liberais e democráticos, ter que falar sobre o teórico em questão de
uma forma imparcial, sem fazer justiça com as próprias palavras".
>Ao mesmo tempo que diz que "quer expor de forma
livre sua crítica ao marxismo", ele acredita que vivemos num regime
comunista ditatorial. Ora, se estivéssemos num regime totalitário, como ele
disse, já teria sido empalado em algum presídio político. Além disso, a
liberdade de expressão não é nem de longe oposta ao comunismo. A última frase
acima mostra a falta de rigor teórico em sua retórica do senso comum.
"Me é uma pressão terrível, escrever sobre Marx e sua
ideologia nefasta, enquanto em nosso país o marxismo cultural, de Antonio
Gramsci, encontra seu estágio mais avançado no mundo ocidental, vendo a cada
dia, um governo comunista e autoritário rasgar a Constituição e destruir a
democracia, sendo que foram estes os meios que chegaram ao poder, e até hoje se
declararem como defensores supremos dos mesmos ideais, no Brasil. Outros
reflexos disso, a criminalidade descontrolada, a epidemia das drogas cujo
consumo só cresce (São aliados das FARCs), a crise de valores morais,
destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito
aos mais velhos, etc".
>Em primeiro lugar, esta história de falar em Marxismo
Cultural é coisa de leitor de Olavo de Carvalho. Em nenhum dos escritos de
Gramsci ele defende isso. De qualquer forma, dizer que vivemos em um governo
comunista e autoritário soa como mais como uma piada do que uma sentença.
Primeiro, nunca existiu comunismo em lugar nenhum da história e do espaço
geográfico. O comunismo é, nos moldes de Marx, uma etapa posterior do
socialismo. Portanto, Cuba, URSS e Venezuela não atingiram o nível de comunismo
pensado por Marx. Muito menos o Brasil. Dá para dizer, inclusive, que o Brasil
é o país que mais tem políticas econômicas liberais e neoliberais da América do
Sul, basta observarmos nossas alianças comerciais. Ou seja, o PT está mais para
o liberalismo do que o comunismo. Daí chega o ápice de sua esquizofrenia:
associar vários problemas sociais com o suposto "comunismo
brasileiro".
>Como base nisso, minha tese sobre o estudante de Itajaí
que se negou a fazer um trabalho sobre Marx: ele passou o semestre todo em
festinhas particulares na sacada de seu Flat, e, como não havia estudado nada o
semestre todo, usou como desculpa argumentos oriundos da doentia cabeça do
Olavo de Carvalho. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da
página Filosofia Hoje )
domingo, 27 de outubro de 2013
Quem quer ser um Professor Universitário ?
A obsessão que os estudantes universitários tem por serem professores universitários me assusta. Primeiro, porque eles absorvem a lógica destruidora da competição em nome do poder e prestígio que um cargo universitário pode propiciar. Em segundo lugar, porque a grande maioria não tem preparo psicológico e intelectual para lecionar em nenhum nível de ensino, tão pouco o ensino superior. Em terceiro lugar, porque se prostituem (puxando o saco de professores e coordenadores) para atingir a função tão almejada. Eles se tornam joguetes do destino e da vontade de outros. Eis o problema do capitalismo: ele corrói todas as relações humanas, ele transformar tudo num jogo de interesses. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Vale Cultura, vale alguma coisa?
Chegamos a um estágio em que a relação da arte com a economia não pode ser descrita de outra forma que por meio do conceito de ‘patético’. Um indivíduo que vive do seu próprio do trabalho, e, portanto, com ou sem consciência disso: pertence a classe proletária. Ao pagar caro para usufruir de um tipo de cultura sem valor artístico, estético ou filosófico, como por exemplo ‘50 Tons de Cinza’, os livros da pseudo filosofia do Olavo de Carvalho ou os cds de Gustavo Lima, que, aliás, só reforçam as injustiças sociais presentes na realidade, acaba por ser punido pela miséria cultural do burguês: miséria que prova que ao menos na esfera intelectual as classes já não se distinguem mais. Por isso mesmo o aumento do consumo de bens culturais pelas classes C e D não significam nada para um país, e nunca significará nada se continuarmos seguindo esta lógica onde a elite lucra com a ignorância da massa. O que precisamos é uma educação crítica, libertadora e de qualidade, onde todos tenham acesso e compreensão da força transformadora da verdadeira arte e filosofia. Evidentemente não é com um cartãozinho de R$50,00 que se consegue isso... (Filósofos Jeverton Soares Dos Santos & Fabio Goulart - Da página Filosofia Hoje )
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
O direito liberal de se vender
Quando Locke dizia que "o meu corpo me pertence", ele estava dizendo o mesmo que "tenho o direito de vender minha força de trabalho para o capitalista em troca da sobrevivência". O liberalismo cinicamente sempre colocou a propriedade acima da liberdade e da vida, mesmo que na teoria a ordem axiológica seja bem diferente. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Fotos de Defuntos
Na era Vitoriana era muito comum fotografar pessoas mortas para mantê-las vivas na memória. Isso pode até escandalizar as atuais gerações. No entanto, não será escandaloso também para as gerações futuras o fato de que num tempo como o nosso, onde poucos tem razão para sorrir, a esmagadora maioria das fotos que são tiradas retratam pessoas sorrindo? Isso não é tão macabro quanto as fotos vitorianas? (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )
terça-feira, 15 de outubro de 2013
O desejo de segregar na casa do religar.
Como é fácil reverter uma situação argumentativa desfavorável e o povão cair na ladainha... Tem algumas figuras midiáticas se especializando nisso. Quando um pastor (nem precisa citar o nome né...) diz que " ser Gay é doença" ou "que ser Negro é maldição", não se engane, ele está usando algo literal e não qualquer outra figura de linguagem, Está expondo despudoradamente seu preconceito. Mas quando questionados sobre estes juízos ele diz: "não seja literal, eu não quis dizer isso, só repeti o que está na bíblia"... mimimimim... Isso nem me assusta tanto. O que mais me assusta é a quantidade de "ovelhas" que seguem estes "pastores". Infelizmente quando mais raivosa e reacionária é uma doutrina mas gente se identifica com ela. Esta é a verdadeira barbárie. Não estamos criticando apenas os seguidores dessas “igrejas” e “pastores” que assim se rotulam, criticamos também os cegos de outros tipos de “igrejas” e “pastores”, afinal: Aqueles que já não podem acreditar em Deus, acabam transferindo a sua vontade de segregação para o futebol, Tv, internet, clube social, partido político, etc. (Filósofos Jeverton Soares Dos Santos & Fabio Goulart - Da página Filosofia Hoje )
domingo, 13 de outubro de 2013
Televisão no ônibus ?
Televisão no ônibus? O pior do transporte público como o ônibus não é só a demora, não é só a má qualidade do serviço, não é só a má educação dos cobradores e motoristas, não é só o elevado preço da passagem, não é só a superlotação. Como se não bastasse a mutilação física, o transporte público liquida com o espírito no momento que coloca uma maldita televisão com os mais vazios conteúdos possíveis. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Olavo de Carvalho e o Ensino Médio
Quando o "genial" Olavo de Carvalho chama seus opositores de burros, dizendo que eles deveriam voltar para o ensino médio, eu fico pensando na quantidade de seguidores seus que tiveram ensino médio e até ensino superior, mas mesmo assim se tornaram “olavetes”. Isso prova que ensino médio (superior ou pós) não salva ninguém. “A burrice é uma cicatriz”. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos & Fabio Goulart- Da página Filosofia Hoje )
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Marxismo em Benjamin
Reduzir o pensamento de Benjamin a uma corrente filosófica é ingenuidade. No entanto, dizer que Marx não está ali presente, afirmado e negado ao mesmo tempo, é sinal de total desconhecimento sobre o poder messiânico da filosofia benjaminiana. Segundo suas próprias palavras, "O meu pensamento está para a teologia como o mata borrão para a tinta. Está completamente embebido por dela. Mas se o mata borrão mandasse não restaria nada daquilo que é escrito". ‘Mutantis mutandis’ isso se aplica ao caso do marxismo no pensamento do filósofo do anjo. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Rato na Coca-Cola e O seu sistema de qualidade sem erros...
Esta onda de animais mortos em produtos industrializados me faz lembrar do conto kafkaniano chamado "Na colônia penal". Nesta história é apresentada uma máquina de matar "perfeita", no sentido de ser criada para não falhar, para não dar nada errado no momento da execução. No entanto, ela falha ao matar o general que tanto a amava. É interessante que os controles de qualidades, máquinas institucionais que são criadas para evitar qualquer erro, assim como a dúvida cartesiana, falham em evitar que a podridão da exploração continue debaixo dos tapetes dos impérios democráticos. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )
sábado, 5 de outubro de 2013
Assistencialismo ou Negligência ?
Adorno com muita sutiliza percebeu que aqueles que mais contemplam o sucesso nos negócios e o prestígio financeiro são justamente os que nunca terão isso em função de sua condição social. No entanto, além de terem este traço masoquista, de amor e apego ao sistema econômico que o subjuga, este grupo de losers (perdedores) ainda por cima são sádicos: querem ver aqueles grupos abaixo deles na escala social padecerem. Por isso são contra programas assistenciais. É claro nenhum programa assistencial promove a emancipação. Mas a curto prazo funcionam como medidas paliativas. Preferimos sem dúvida que o Estado erre por promover a saciedade, do que erre permitindo a proliferação da fome (morte por inanição), isso não deve ser espantoso, independente do posicionamento político: é inteligência moral pensar assim. (Filósofos Jeverton Soares Dos Santos & Fabio Goulart- Da página Filosofia Hoje )
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Passe Livre
"É justo quem anda de carro pagar para quem anda de ônibus"? Minha humilde resposta a esta “difícil” questão é outra pergunta: “É justo uns poderem andar de carro e outros só de ônibus?”
Sério, a classe média precisa se tratar. Sofre de uma patologia social tremenda. Mal a lei do passe livre foi aprovada aqui no RS, e tem gente reclamando do prejuízo que isso vai acarretar para quem anda de carro. Quando aprovaram a lei que "higieniza" o centro de Porto Alegre, impedindo que carroceiros circulem livremente pelas vias urbanas, a classe média automotiva, principal beneficiada, ficou quietinha... Isso que dá ficar assistindo CQC: acreditar na ditadura do imposto. A classe média acha que só ela paga imposto e só ela pode reclamar seus direitos. Já existem pesquisas que provam que são justamente os mais pobres que tem a maior fatia de sua renda consumida pelos impostos, mas na hora de receberem o retorno destes impostos: Só levam ferro. (Filósofos Jeverton Soares Dos Santos & Fabio Goulart- Da página Filosofia Hoje )
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Ladainha Liberal
É engraçado que o discurso que deposita todas as esperanças no individuo esquece que as atuais condições sociais impedem a formação de qualquer indivíduo. É a velha ladainha do liberalismo: propor uma solução individual para problemas coletivos. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
A direita é estranha
A direita é estranha. Um dos argumentos mais usados por eles é a de que "a esquerda é religião". Qualquer semelhança com a revista Veja não é mera coincidência. O fato é que todos os "geniais" defensores do conservadorismo e reacionarismo dizem: "não seja idiota, siga-me". Olavo de Carvalho, Pondé e Reinaldo de Azevedo são exemplos do que o déficit de intelectualidade social pode fazer: sujeitos tornando-se rebanho. Por fim, não é possível que a direita não entendeu ainda que quando Nietzsche falava em moral do rebanho, se referia justamente ao conservadorismo judaico-cristão, a quinta essência da direita raivosa. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos - Da página Filosofia Hoje )
sábado, 28 de setembro de 2013
Para onde vai o crescimento da economia?
Eu fico achando engraçado quando as pessoas compram aqueles discursos ideológicos de noticiário de TV de que a economia "cresceu tantos por cento", como se isso fosse necessariamente bom pra todo mundo. Se há concentração da riqueza, que diferença faz o crescimento da economia, se a maior parte da população não tem acesso à riqueza que ela mesmo cria?
Aí ficam dizendo "você tem que trabalhar mais, temos que investir em infraestrutura [leia-se, foda-se a educação] para empresas para o país poder crescer".
Poderia ser traduzido assim: precisamos usar dinheiro público para construir infraestrutura para ser usada por grandes empresas que vão explorar a matéria prima e a mão de obra (de preferência barata) para fazer o "país crescer". Às vezes aqueles 6 ou 7% da "economia" "crescendo" é só mais grana no bolso do patrão. Aí, se utilizam da abstração "o país" para justificar quando as pessoas não veem a cor da riqueza produzida: é porque ela foi "para o país", e se você não tiver acesso à riqueza agora, deve trabalhar mais, para fazer o "país crescer", e um dia, quem sabe, verá essa tal de "economia crescendo". (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)
Poderia ser traduzido assim: precisamos usar dinheiro público para construir infraestrutura para ser usada por grandes empresas que vão explorar a matéria prima e a mão de obra (de preferência barata) para fazer o "país crescer". Às vezes aqueles 6 ou 7% da "economia" "crescendo" é só mais grana no bolso do patrão. Aí, se utilizam da abstração "o país" para justificar quando as pessoas não veem a cor da riqueza produzida: é porque ela foi "para o país", e se você não tiver acesso à riqueza agora, deve trabalhar mais, para fazer o "país crescer", e um dia, quem sabe, verá essa tal de "economia crescendo". (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Alienação brasileira
É assustador saber a que ponto chegou a alienação brasileira. Milhares de pessoas se inscreveram para trabalharem gratuitamente na Copa do Mundo, como se isso representasse um bem social. Estas pessoas são engraçadas. São as mesmas que levam cartazes para os estádios com frases vazias como "chega de corrupção". São as mesmas que não se importam com o fato de Ronaldo, Galvão Bueno e FIFA receberem milhões sem fazer nada. São as mesmas que não fazem nada de gratuito para ninguém como ceder lugar no ônibus para idosos e gestantes). São as mesmas que não se importam com a existência de moradores de rua e não fariam nada para reverter tal situação. São as mesmas que ficam horrorizadas vendo vidraças de banco sendo quebradas ou muros sendo pichados. O problema destas pessoas não é só terem orgulho de ser brasileiras (como se ser ou não ser de uma nação fosse um fator necessário, relevante). O grande problema deste pessoal é que não conseguem entender o quanto estão contribuindo para reforçar a própria barbárie que ocorre em nosso país (como a fome e a miséria, assim como desemprego e subemprego), barbárie que é ofuscada pela promessa de prosperidade de uma copa do mundo. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Filosofia POP
A vulgarização da filosofia tem vários problemas. A principal é a abolição do trabalho do conceito. É fácil, para não dizer consolador, compartilhar ou citar frases de efeito de filósofos com o intuito de justificar uma opinião ou um estado de coisas. A filosofia pop transforma tudo em pré-conceito, pré-ideia, em suma, em ópio. O sujeito inquieto, sujeito aspirante a filósofo por excelência, acaba tendo os impulsos críticos fundamentais reprimidos por um pensamento que promete a felicidade e o consolo num tempo infeliz e desconsolador como o nosso. A filosofia pop, além disso, é cínica: além de ser sustentada por uma repugnante ideologia capitalista, ainda por cima desdenha as filosofias acadêmicas, dizendo que estas não são relevantes efetivamente, que elas não são capazes de tratar dos problemas reais e existenciais das pessoas, que, em suma, elas não são tão "úteis" e atuais. Mas existe algo mais irrelevante, irreal, inexistêncial, inútil e ultrapassado do que os ensinamentos de uma filosofia pop? Por mais pop que possa ser, toda filosofia deve permanecer sendo crítica para permanecer sendo filosofia. É o que tentamos aqui no Filosofia Hoje. (Filósofo Jeverton Soares Dos Santos)
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